
2014: o ano da Copa. 2016: o ano das Olimpíadas.
A década dos profissionais de Turismo.
No Brasil, todos os anos ocorrem grandes eventos que movimentam o setor turístico e geram bilhões de dólares em consumo e impostos. No entanto, o que deve suceder na próxima década é algo jamais visto no setor turístico nacional. Para se ter uma idéia, o maior evento da cidade de São Paulo em 2009 – a Fórmula 1 – movimentou cerca de R$260 milhões. A Copa do Mundo deve movimentar em torno de 20 vezes esse valor. E não se trata apenas de dinheiro, mas de todo um setor que trabalha em ritmo frenético nos bastidores do evento, gerando ainda eventos paralelos que também movimentarão as cidades-sede e setores correlacionados.
A gastronomia, por exemplo, deve estar preparada para receber um enorme contingente de turistas que aproveitará as noites livres para conhecer os sabores locais. A hotelaria, precisará aumentar seu número de leitos e também o leque de serviços de suporte ao turista, como os transfers, isto é, transporte especial aos locais dos jogos. Não menos preparadas, as agências de turismo precisam ofertar, com segurança, um turismo receptivo de qualidade internacional e em diversos idiomas, mostrando o que há de mais peculiar em sua cultura. O setor de transportes estará operando em sua capacidade máxima, com ônibus especiais, taxis, helicópteros e navios à disposição dos turistas.
O que não se pode esquecer é quem movimenta tudo isso: o turista. E que quem vai atender a esse público é o profissional do turismo – que deverá ser qualificado, em diversos aspectos. Por qualificação entende-se capacitação de qualidade, idiomas fluentes, cordialidade, postura profissional e uma técnica impecável em sua área de atuação. À medida que esses eventos se aproximam, nossos profissionais precisam sair em busca de qualificação. Sem ela, não será possível garantir a satisfação do turista, nem o giro econômico que esperamos para essa década e o país ainda está muito aquém do contingente necessário de profissionais do ramo. O estado de São Paulo, por exemplo, possui em torno de 4 mil guias de turismo credenciados pelo Ministério do Turismo. Isso significa que, na prática, não há guias em contingente suficiente nem mesmo para atender os 11 milhões de turistas que visitam a cidade de São Paulo anualmente – principalmente com as novas segmentações de mercado e nichos de público. É uma corrida contra o tempo, com uma única certeza: esta é a década dos sonhos de qualquer profissional do ramo.